Mayfair Londres: um Bairro Inesquecível

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Mayfair.. Este bairro faz suspirar. É um dos bairros a se destacar da capital inglesa. 

Localizado na área central, é demarcado pela Oxford Street (ao norte), Piccadilly e Green Park (ao sul), Regent Street (a leste) e o Hyde Park (a oeste).

Foi lá, por exemplo, que a Rainha Elizabeth II  nasceu. 

Antigo, começou a se desenvolver na segunda metade do século 17 e, desde então, viu a cidade crescer ao seu redor. É ali que ficam os restaurantes, bares e clubes mais charmosos e clássicos da cidade, além de lojas consideradas de luxo, galerias de arte e casas de leilões.

Mayfair, como em seu nome, significa feira de maio. Essa região, que reúne alguns dos endereços, lojas, clubes e hotéis mais exclusivos da cidade, já foi uma feira que atraía pessoas de diferentes classes e ocupações.

Por decisão da família real, a área foi se transformando ao longo do tempo. Mas algumas coisas permaneceram as mesmas. Destaque para o Shepherds Market, uma pequena vila cujas características originais são mantidas até hoje.

Curiosidade:

O preço do aluguel de um imóvel de um quarto na região chega a custar £1400. Por semana.

Embaixadas de muitos países estão localizadas no bairro, para se ver o quanto do mundo em representação e uma identidade única esse bairro carrega.

Famílias famosas, como os Grosvenor e os Rothschild, são proprietárias de vários prédios de Mayfair e o Crown Estate ainda é o dono de grande parte do terreno.

Além de ser vizinha de dois parques reais, o Hyde Park e o Green Park, Mayfair conta com várias praças, entre elas a Berkeley Square e a Grosvenor Square, onde se encontra um prédio que funcionou como embaixada dos Estados Unidos em Londres até 2017.

Na Grosvenor Square em Mayfair estão estátuas de dois presidentes americanos, Franklin D. Roosevelt e Ronald Reagan.

Se tratando de Comércio em Mayfair não faltam opções. Já próximo à estação de metrô Bond Street, temos a South Molton Street, uma rua somente para pedestres com diversas lojas.

 Na Brook Street temos a Browns, loja fundada nos anos 1970 por Joan Burstein, que se tornou famosa por descobrir estilistas como John Galliano e Alexander McQueen. 

Outras ruas famosas de comércio de luxo são a Bond Street e a Savile Row, onde homens elegantes fazem seus ternos e camisas em Londres.  

Outra atração de Mayfair são as galerias, ou shopping arcades como são conhecidas em inglês. A Burlington Arcade, por exemplo, inaugurada em 1819, vale sempre a nossa visita.

Se tratando de arte, a Cork Street é famosa mundialmente pelas galerias que expõem e vendem obras de diversos artistas. 

 A Royal Academy of Arts, uma das galerias de arte mais prestigiadas de Londres, também fica em Mayfair e organiza mostras que atraem centenas de milhares de visitantes todo ano.

A Galeria Médici: Uma das principais galerias da cidade, existe há mais de cem anos e tem como foco principal lançar artistas britânicos em início de carreira. Promove cerca de dez exposições por ano.

Mayfair abriga a maior concentração de hotéis de luxo de Londres, como o Ritz, o Connaught, o Dorchester e o Claridge ‘s. No The Connaught a chef Hélène Darroze comanda uma das cozinhas mais premiadas de Londres, que possui três estrelas do guia Michelin.

Para se chegar é possível e tranquilo, embora não existam estações do metrô de Londres dentro de Mayfair, há vários nos limites. Marble Arch, Bond Street e Oxford Circus ao longo da Oxford Street estão no extremo norte, enquanto Piccadilly Circus e Green Park ficam ao longo de Piccadilly no sul, junto com o Hyde Park Corner, próximo a Knightsbridge.

Agora para se apaixonar, veja esta pequena história: Mayfair apareceu em vários romances, incluindo o P.G. The Mating Season (1949), de Wodehouse, e A Handful of Dust, de Evelyn Waugh, (1934). É um cenário parcial para Senso e Sensibilidade de Jane Austen (1811) e O Chapéu Verde de Michael Arlen (1924). Oscar Wilde viveu na Grosvenor Square entre 1883 e 1884 e se referiu a ele em suas obras. Ele é regularmente socializado no bairro artístico ao longo da Half Moon Street, que é mencionado em The Importance of Being Earnest e The Portrait of Dorian Gray.

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